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Conflitos Internos (e a tentativa do EXTERNO em entender o que vem de dentro de uma singularidade em formação)

Desde criança me pergunto uma coisa... "EU SOU IMPORTANTE? SOU MAIS IMPORTANTE QUE TODAS AS OUTRAS PESSOAS QUE ESTAO A MINHA VOLTA?" Acredito que a única coisa (ou pelos umas das infinitas e inenarráveis) em que todos temos em comum é o EGO, falo primordialmente em se sentir único, superior em sua subjetividade, sobre todas as outras pessoas que existem. O EGO nós leva a acreditar que uma determinada situação está voltada para nós, nos dis respeito e só foi criada por nossa presença ou interação.  Ex: Quando eu coloco uma roupa com a qual me sinto a última bolacha do pacote e saio na rua para, sei lá, comprar pão. O caminho até o meu destino, todos os olhares que eu receber irei acreditar fielmente que seja um olhar de admiração da minha beleza sem igual. Como se na cabeça daquele ser humano ele também estivesse tão impactado com aquela formosura quanto eu. Mas aprendi algo. Ninguém me vê como eu me vejo. O meu olhar voltado para mim, meu corpo, minha fala, minhas ações e tre...

IMPORTÂNCIA

Não sei quando e nem de que forma, mas o que sei é que não sou importante e nem nunca consegui me enxergar com qualquer nível de importância chula. Era assim que o meu EU criança pensava, na verdade é mais complexo, ele foi levado a pensar assim, introduziram esse dogma em sua mente sem um cuidado de como aquilo iria ser desenvolver dentro daquela criança. Eu aprendi que não possuía valor, que não era importante, para ninguém. Para minha família, na escola, para os meus amigos que possuía na rua, não era importante para o NADA. Só que, em contra partida, naquele meu EU criança, existia uma chamada, que queimava e nunca se apagava, ela emanava um calor que dizia o oposto de tudo aquilo. EU era importante, EU tinha um grande propósito de vida e em algum dia não somente EU, mas o mundo todo iria testemunhar uma supernova que iria ocorrer no meu interior, que iria incendiar casa canto desse mundo.  Bem, aquela criança cresceu e entendeu como a vida é de verdade. Todo mundo sofre. Todos...

Sombra

Eu não sei quando isso começou. Talvez tenha sido um dia qualquer, perdido na rotina monótona que eu chamava de vida. Ou talvez tenha sido sempre assim, e eu apenas despertei para a verdade tarde demais. O que sei é que algo mudou. Não no mundo ao meu redor, mas dentro de mim. Ou talvez fora. Não sei mais. Minha mente é um labirinto de dúvidas, e cada passo que dou parece me levar mais fundo na escuridão.Eles invadiram minha vida. Não com armas ou gritos, mas com algo muito pior: silêncio. Meu celular, que costumava ser uma extensão de mim, agora é uma janela para o inferno. Alguém — ou algo — o controla.  Mensagens que eu nunca enviei aparecem nos meus aplicativos. Fotos que eu não tirei surgem na galeria, imagens borradas de lugares que nunca vi, mas que, de alguma forma, parecem familiares. Meus dados, meus pensamentos, minha privacidade… tudo foi violado. Não sei quem são eles, nem o que querem. Mas sei que estão lá, me observando, me dissecando, como se eu fosse um rato em um ...

Palavras no Arame

Na escola Nelson Machado, em Cururupu, Maranhão, o lápis era meu rei. Eu escrevia poemas de quatro versos, rimas tortas que saíam da cabeça enquanto o ventilador da sala rangia — tipo “o rio corre sem parar / o sol queima o meu olhar / a vida passa devagar / e eu só quero imaginar”. Achava que era poesia de verdade, algo que o mundo ia ler um dia, mas os professores passavam batido, “cadê a lição de casa?”, e meus avós nem olhavam, ocupados com o fogão e o silêncio. Eu via Cavalo de Fogo na Sessão da Tarde, deitado no chão quente da sala, e depois corria pro caderno pra fazer “resumos”. Escrevia que a Sara era corajosa mas o cavalo era o herói de verdade, ou que o Gato Guerreiro do He-Man tinha mais alma que o castelo. Chamava de resumo, mas era como se eu quisesse explicar pras palavras por que aquelas histórias me salvavam da tarde vazia. Ninguém lia, o caderno ficava na gaveta, mas eu me sentia um crítico, um gênio que ninguém via. Tinha o diário, um caderno de arame meio amassado...

Como Traumas Moldam a Vida Adulta?

Você já parou pra pensar por que algumas coisas te tiram do eixo sem explicação? Um grito mais alto, um olhar de desaprovação ou até o silêncio de alguém que você ama — de repente, o peito aperta, e você não sabe se é raiva, medo ou só um eco de algo que nem lembra direito. Muita gente carrega na mochila da vida adulta pedaços de uma infância que não foi só brincadeira e algodão-doce. Traumas de criança não são só histórias de filme de terror psicológico — eles são reais, silenciosos e, muitas vezes, ditam o roteiro de quem a gente vira. Pra entender isso, imagine uma menina de baixa renda, vítima de estupro, que tenta gritar por ajuda, mas ninguém acredita nela — e, no desespero, começa a roubar só pra ser vista. Do ponto de vista psicológico, a infância é o alicerce de quem a gente se torna. Se ele racha, a estrutura inteira balança. Sigmund Freud já dizia que experiências reprimidas voltam como fantasmas — às vezes como neuroses, às vezes como um peso que você carrega sem saber po...

Louise Fernandes Caze

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Louise era dessas pessoas que irritam de tão inteligentes. Sabe quando alguém parece saber de tudo, como se o mundo fosse um livro aberto que só ela conseguia ler? Era assim. Uma mente afiada, quase cortante, que às vezes me fazia rir de nervoso, porque como alguém podia ser tão absurdamente brilhante e ao mesmo tempo tão humana, tão quebrada quanto eu? Ela carregava um passado pesado, cheio de traumas, abusos e negligências — cicatrizes que eu reconhecia, porque também as tenho. Talvez por isso a gente se entendesse, mesmo sem precisar dizer muito. Ela tinha um jeito único de viver. Aproveitava o momento como se cada segundo fosse um presente que ela desembrulhava com calma, curtindo a própria companhia. Era elegante, não só no jeito de se portar ou de falar — e como ela falava bem! —, mas na forma como existia. A Louise se deixava inventar por quem cruzava o caminho dela. Eu fui uma dessas pessoas. Peguei pedacinhos dela, criei uma versão dela na minha cabeça, mas nunca cheguei perto...

A Curva Que Não Encaixa: A Proporção Divina e a Beleza do Imperfeito.

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  Voce já parou para pensar o porque de algumas coisas no mundo parecerem simplesmente... perfeitas? Tipo, o jeito que uma concha de caracol faz aquela espiral tão bonita, ou como as pétalas de uma flor se arrumam de um jeito que da vontade de ficar olhando para sempre? Ou ate aquele quadro famoso que você não explica, mas não consegue tirar os olhos? Trem um segredo por trás disso, e ele tem um nome chique: Proporção Divina. Mas relaxa, não é nada complicado. Na real, é só um numero: 1,618. Um numero meio estranho, sim, mas que ta em tudo que a gente acha harmonioso – da natureza à arte, passando por prédios antigos e ate pelo nosso próprio corpo. E o mais legal? Que me cativou nessa anomalia universal? Ele pode te ajudar a enxergar beleza nas coisa tortas da vida, bom, me ajudou ao menos.   O QUE É ESSA TAL PROPORÇÃO DIVINA? Não possuo nenhuma formação acadêmica ou anos de trabalho e pesquisa árdua (não), sou apenas um jovem cansado e morrendo de tédio que procura por ...