A Curva Que Não Encaixa: A Proporção Divina e a Beleza do Imperfeito.
Voce já parou para pensar o porque de algumas coisas no mundo parecerem simplesmente... perfeitas? Tipo, o jeito que uma concha de caracol faz aquela espiral tão bonita, ou como as pétalas de uma flor se arrumam de um jeito que da vontade de ficar olhando para sempre? Ou ate aquele quadro famoso que você não explica, mas não consegue tirar os olhos? Trem um segredo por trás disso, e ele tem um nome chique: Proporção Divina. Mas relaxa, não é nada complicado. Na real, é só um numero: 1,618. Um numero meio estranho, sim, mas que ta em tudo que a gente acha harmonioso – da natureza à arte, passando por prédios antigos e ate pelo nosso próprio corpo. E o mais legal? Que me cativou nessa anomalia universal? Ele pode te ajudar a enxergar beleza nas coisa tortas da vida, bom, me ajudou ao menos.
O QUE É
ESSA TAL PROPORÇÃO DIVINA?
Não possuo nenhuma formação acadêmica ou anos de trabalho e
pesquisa árdua (não), sou apenas um jovem cansado e morrendo de tédio que
procura por assuntos que acha interessantes para escrever e desenvolver uma
narrativa, apenas. Então tudo o que será detalhado aqui esta disponível na
internet ou em livros/vídeos que tive acesso, não sou um expert (pelo
contrario).
Ta, vamos imaginar uma coisa simples: pega um pedaço de
barbante (ou só pense em um). Agora, corte esse barbante em duas partes, mas não
de qualquer jeito. Se o pedaço menor for mais ou menos 1,618 vezes maior que o pedaço menor, você acabou de criar a
Proporção Divina. Podemos entender assim, é uma receita secreta para dividir as
coisas de um jeito que fica bonito aos nossos olhos, equilibrado. E o mais
louco é que a natureza e os artistas usam essa proporção o tempo todo para
criar coisas que nos deixam de boca aberta.
Lá vai uns exemplos para simplificar mais:
Na natureza: Pensa
naquela concha de caracol. Aquela espiral que vemos não é aleatório. Cada volta
é cerca de 1,618 vezes maior que a volta anterior. É a natureza sendo genial
sem nem precisar de calculadora.
No nosso corpo: se você medir
do seu umbigo ate os pés e depois do umbigo ate o topo da cabeça, adinha? A proporção
entre essas duas medidas é bem pertinho de 1,618. Isso significa que ate a
gente carrega essa mágica nas nossas proporções, ou como prefiro denominar,
assinatura.
Na arte: já ouviu falar da Mona
Lisa, aquele quadro do Leonardo da Vinci? O rosto dela, o corpo, a posição
– tudo foi desenhado usando essa proporção. Por isso que a gente fica olhando e
sentindo que tem algo especial ali.
Por que você,
jovem, deveria ligar pra isso?
Tá, mas o que um numero tem a ver com a sua vida, com o seu
dia a dia cheio de trabalho, afazeres, amigos, series e redes sócias? A Proporção
Divina é tipo um código secreto que mostra a existência de um equilíbrio no
mundo – mas não um equilíbrio chato, daqueles que deixam tudo igual e sem
graça. E um equilíbrio que deixa espaço pras coisas tortas, pros erros, pras
imperfeiçoes. E isso é importante pra gente que ta crescendo, tentando entender
quem é e onde encaixa nesse mundo bagunçado.
Você já deve ter visto um monte de fotos no Instagram com
vidas “perfeitas”, né? Tudo editado, tudo no lugar. Mas a Proporção Divina nos lembra que a beleza na ta na
perfeição total. Pensa numa floresta; ela não é incrível porque cada arvore é idêntica,
mas cada uma cresce elevando seus galhos e troncos de forma única e singular,
em cada uma o sol penetra em suas folhas projetando formas diferentes de
sombra. Ou numa musica que você ama; as vezes, podem ser aquelas notas que saem
do ritmo que te dão aquele arrepio.
A Beleza ta
no que não é perfeito
E se a gente parasse de correr atrás de ser perfeito e começasse
a curtir as rachaduras? Na arte, um quadro pode usar a Proporção Divina pra
ficar harmonioso, mas são os traços meio desajeitados do pincel que contam a
historia. Na vida, pode ser que você não acerte tudo de primeira – e ta tudo
bem. O que torna as coisa (e as pessoas) especiais são os detalhes que fogem da
curva.
A Proporção Divina não é sobre ser impecável. Ela é sobre
encontrar um jeito de conectar as partes, mesmo quando elas não parecem
combinar. Tipo, imagine uma cidade: os prédios podem ser certinhos, se erguendo
perfeitamente linear no céu, mas, são as ruas e becos cheios de grafites e caos
que dão personalidade. Ou um grupo de amigos: cada um é diferente, mas juntos vocês
encontram um equilíbrio que funciona.
Tá, mas
por que “Divina”?
A historia começa la atrás, no Renascimento, quando algumas
pessoas um pouquinho inteligentes como Luca Pacioli (o pai da contabilidade) e
Leonardo da Vinci ficaram fascinados por esse numero. Pacioli, um monge matemático,
escreveu De Divina Proportione e dizia que o 1,618 era uma espécie de
reflexo da perfeição de Deus. Pra ele, o fato de essa proporção surgir na
natureza – naas pétalas de uma flor, na curva de uma onda- era como se o
criador do nosso universo tivesse deixado um bilhete: “Olha so como eu
organizei tudo isso pra vocês.” Não era apenas matemática; era teologia.
E isso não fica apenas no Cristianismo. No Hinduísmo, as mandalas
– aqueles desenhos lindos usados para meditação – muitas vezes seguem padrões geométricos
que ecoam a Proporção Divina, como um caminho para o divino. No Islã, os
mosaicos das mesquitas, com suas formas perfeitas, também flertam com essas proporções.
E como se, em várias culturas, a idéia de um criador se mostrasse através da
ordem e da beleza do mundo.
Quis compartilhar esse pensamento aqui, porque, é a primeira
vez que desenvolvo esse assunto em uma escrita e não apenas numa roda de amigos
onde já estou alterado por conta do álcool e outras substancias (THC) onde
embarco em um monologo e todos ao meu redor me olham como seu eu estivesse
brisando sozinho. Mas não, essa brisa não é minha, e com certeza não serie o
ultimo ser humano que se sente ao mesmo tempo fascinado e levemente enjoado com
dor de cabeça. Serei sempre de humanas, mais isso não tira o brilhos, aos meus
olhos, sobre esse mistério que é a PROPORÇÃO DIVINA.
Até o próximo assunto que estiver rodopiando em minha cabeça (já
que não possuo inscritos para instigar meu duvidoso talento literario).
Comentários
Postar um comentário