A Maldição da Residência Hill - react

 


A Maldição da Residência Hill.

:Uma resenha com fantasmas, lagrimas e portas que abrem sozinha e que rangem mais que joelho de avô.

Imagina reformar uma casa antiga pra  vender e lucrar uma grana, mas, em vez de encontrar cupins, você descobre que o lugar esta cheio de fantasmas, traumas e uma entidade que quer te adotar pro resto da eternidade. É o pesadelo de qualquer corretor de imóveis – e o ponto de partida de A Maldição da Residensia Hill.  A serie segue a família Crain: Hugh e Olivia (os pais, vividos por Henry Thomas e Carla Gugino, que são uns fofos ate virarem crepy) e os cincos filhos – Steven, Shirley, Theo, Luke e Nell-, que passam um verão na tal casa Hill e saem de lá com mais bagagem emocional que passageiros voltando do carnaval em interior.

Episodio 1: “Oi, casa nova, adeus sanidade”

Tudo começa nos anos 90, com os Crain chegando na casa Hill como se fosse um episodio de Lar Doce Lar – só que os sonhos viram pesadelos rapidinho. Hugh é um pai otimista que acha ser capaz de concertar tudo usando plantas da casa e uma chave de fenda, enquanto Olivia, uma arquiteta sensível, já começa a ter mó vibes estranhas. As crianças são uma mistura perfeita de adoráveis e atentadas: Steven, o mais velho cético, que ironicamente anos depois vende a historia macabra da família com um livro, mesmo não acreditando nos relatos vividos por sua família nem crendo na possibilidade de uma existência pos morte; Shirley, a mandona, que crese e se torna uma mulher chata e ranzinza (mas acredito que seja por sua vivencia, meio que, conturbada); Theo, a rebelde sensitiva que consegue conhecer alguém so tocando ela (ela cresce e se torna lesbica); Luke, o maluco da família que conversa com fantasma e ver uma garota que ninguém mais ver, ele cresce e se torna um viciado em adrenalina;  e Nell, a casulinha que age como se já soubesse que esta completamente ferrada.

A casa é um personagem a parte: cheia de corredores escuros, portas que abrem sozinhas e uma decoração que completamente grita “aqui mora o capeta”. Logo de cara, Nell e Luck conhecem os primeiros fantasmas – tipo a “Mulher do Pescoço Torto’’, que é mais assustadora do que olhar um vulto na cozinha de madrugada. Enquanto isso, Olivia ta pirando nas visões, e Hugh só quer saber de martelar parede e encontrar a chave do quarto com porta vermelha.  O episodio termina  com a família fugindo no meio da noite, e a gente fica sabendo que Olivia não saiu viva. Suspense no ar: o que rolou?

 

O vai e vem no tempo: “Passado e presente andando de mãos dada”





A serie alterna entre o passado, os anos 90, e o presente onde os irmãos Crain adultos tão tentando lidar com os traumas da infância – e falhando miseravelmente. Steven (Michiel Huisman) vrou um escritor que lucra com os traumas da família (um canalha charmoso); Shirley (Elizabeth Reaser) é dona de uma funerária (ironia); Theo (Kate Siegel) é psicóloga que usa luvas pra não “sentir” os outros (de forma literal); Luke (Oliver Jackson-Cohen) ta lutando contra o vicio; e Nell (Victoria Pedretti) ta... bem, morta, logo no começo, o que já da o tom de “essa família ta amaldiçoada mesmo”.

Cada episodio foca em um irmão, mostrando como a Residência Hill bagunçou suas vidas e sanidade. E tipo terapia em grupo, mas com fantasmas aparecendo pra lembra que o passado não perdoa. E o humor? Ta nas situações absurdas: Luke contando pros amigos sobre o “homem alto de chapéu” e ninguém acreditando, ou Shirley brigando com seu marido como se o maior problema fosse ele, não os espectros na garagem batendo enlouquecida mente nas janelas e portas.

Episodio 6: “O plano-sequencia que te deixar sem ar”

Se existe justiça nesse mundo de meu Deus, um momento que merece Oscar, sem duvidas é o episódio “Two Storms”. Um plano-sequencia de 17 minutos mostra os Crain no velório de Nell, com flashbacks da casa, enquanto fantasmas aparecem a todo momento no fundo das cenas como figurantes indesejados. É tensão pura: Shirley surtando e brigando com Steven, Theo tentando se manter sã e não agredir alguém, Luke desmaiando de overdose e Hugh vendo Olivia morta no canto de olho, e fingindo naturalidade (pleníssimo). Você rir de nervoso porque é quase cômico ver tanta desgraça em uma tomada só – e ainda tem a Nell morta gritando “EU TÔ AQUI!” pra provar que ate no alem ela quer atenção, acho fofo.

A casa quer o quê, afinal?

A grande revelação é que a Residência Hill não é só um lugar assombrado – é tipo um organismo vivo que se alimenta de sofrimento. A “Sala Vermelha”, um cômodo trancado que ninguém conseguia abrir, na verdade muda de forma pra cada Crain, sendo o que eles mais desejam (um quarto de brinquedo pra Luke, um estúdio pra Olivia). No final, ela quer os Crain de volta, como uma sogra possessiva que não aceita um “não”. Olivia, já morta e louca, tenta convencer os filhos a ficarem com ela pra sempre – e quase consegue, pasmem.



O final: “Um final agridoce com fantasmas sorrindo”

No ultimo episodio, os irmãos voltam a casa para salvar Luke, que ta preso na Sala Vermelha. Hugh se sacrifica pra deixar os filhos escaparem, e a gente descobre que a “Mulher do Pescoço Torto” era Nell do futuro, tentando avisar a si mesma (Um looping triste, traumático, perturbador e genial). O epilogo mostra os Crain sobreviventes tentando seguir em frente: Shirley conserta seu casamento, Theo tira as luvas, e Luke fica sóbrio. Mas e a casa? Continua lá, cheia de fantasmas –incluindo Hugh, Olivia e Nell-, como uma espécie de Airbnb macabra e totalmente do mal esperando novos hóspedes.

Eu não tenho local de fala por gostar muito desse gênero, mas a minha opinião é que essa serie sem duvidas é umas das mais perfeitas e completas, desse nicho. A historia te envolve e a curiosidade e aflorada logo nos primeiros epsodios, não me cativei intimamente com algum personagem, mas, não tira o brilho e a genialidade em nada dessa serie. A Maldição da residência Hill com certeza vai te fazer arrepiar os pelinhos escondidos.

 

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