O Dia em Que Tentei Encontrar Meu Eu Superior (e Quase desisti no Caminho)


Eu não sei você, mas tem dias que eu acordo sentindo que sou uma bagunça ambulante. Tipo, um tanquinho de lavar roupas, aqueles velhos e surrados pelo tempo que sacode no processo de lavagem que você pensa que vai explodir. Meu nome é “Daniel”, tenho “27 anos”, e ultimamente minha vida parece um looping infinito de café frio, relações e interações complexas e uma vaga sensação de que eu deveria esta fazendo algo mais significativo de minha existência – tipo salvar o mundo descobrindo a solução da fome ou a cura do câncer ou aprendendo a fazer crochê. Foi ai que ouvi falar do “Eu Superior”. Não de um jeito místico com incenso e mantras (embora esteja cogitado a possibilidade), mas como uma versão de mim que não passa o dia inteiro se perguntando se tomou as decisões erradas na vida.

 

Então, decidi embarcar numa jornada, não uma literal, porque eu não tenho dinheiro pra viajar pra Índia ou sei la onde, mas uma interna – o que, para ser honesto, é bem mais assustador. Li sobre chakras, esses ponto de energia que supostamente alinham você com o universo, e sobre arquétipos, que o psicólogo Carl Jung dizia serem como personagens da sua própria cabeça. Eu pensei: “Beleza, Daniel, vamos ver se esse tal de Eu Superior existe mesmo ou se é só mais uma coisa que eu vou abandonar sem nenhum pingo de remorso posterior.

 

Chakra Raiz e o Heroi Desajeitado

Comecei com o chakra raiz, que fica tipo na base de tudo – literalmente e figurativamente. É vermelho, é sobre sobrevivência, e ta ligado ao arquétipo do herói. Eu imaginei um cavaleiro com armadura brilhante, mas o que apareceu na minha cabeça foi mais um eu tropeçando no tapete da sala enquanto tento fazer yoga. O Herói em mim não queria lutar contra dragões, só queria que eu parasse de me sentir esse toletinho de coco que não desceu na primeira descarga e esta boiando na privada encarando o canto mais profundo e remoto da alma.sento no chão, respiro fundo e percebo que sobreviver já é uma vitoria. Ponto extra  pro chakra raiz.

 

O Drama do Chakra Sacral e o Cuidador Chorão

Depois veio o chakra sacral, laranja como um suco de cenoura, ligado ao prazer e as emoções. O arquétipo aqui era o Cuidador, e eu juro que senti ele me olhando feio por eu nunca cuidar de mim mesmo. Eu chorei no banho naquele dia – não um choro bonito de filme, mas um choro feio, com ranho, caretas e tudo. Foi como se eu tivesse aberto uma torneira que eu nem sabia que existia. A psicologia dia que a gente reprime sentimentos pra “funsionar”, mas o Cuidador me fez ver que ás vezes sentir é o único jeito de não quebrar de vez.

 

O Plexo Solar e o Guerreiro que Quase Desistiu

O chakra do plexo solar é amarelo, tipo só sol que eu raramente vejo porque o meu jovem adulto prefere ficar dentro de alguma construção criada pelo homem do que o ar livre. O arquétipo do Guerreiro apareceu, e ele estava bravo comigo por Ru deixar neu chefe me tratar como capacho. Eu sempre achei que assertividade era coisa de gente arrogante, mas esse chakra me deu um tapa na cara (mental, sim) e disse: “Voce tem poder, Daniel. Use ele.” Foi ai que eu pedi um aumento (e ganhei uma demissão, mas isso é assunto pra outro dia). Enfim, não consegui, mas pelo menos tentei, e isso já foi um grande milagre.

 

O Coração, o Amante e um Amor Meio Torto

O chakra do coração é verde, e o arquétipo do Amante me pegou desprevenido. Eu achei que era sobre romance, mas era mais sobre me amar – o que, vamos combinar, é bem mais difícil do que gostar de alguém que faz brigadeiro pra você. Eu passei anos guardando rancor dde mim mesmo por coisas idiotas, e outras não tão idiotas e superficias, erros que estariam para sempre carimbados em minha trajetória de vida. O Amante me fez perdoar esse “Daniel” desajeitado e ridiculamente influenciável, e o chakra do coração vibrou como se dissesse: “Ta tudo bem, você é humano.”

 

A Garganta, o Explorador e a Voz que Eu Calei

O chakra da garganta é azul, e o Explorador surgiu surgiu tipo um poeta rebelde. Ele me perguntou porque eu nunca digo o que penso, e eu não tinha resposta (ironicamente). Passei boa parte de minha vida engolindo opnioes para não incomodar ninguém, mas naquele dia eu escrevi um texto pro meu blog – esse aqui alias- e publiquei sem reler 500 vezes, e eu senti minha voz finalmente sair do esconderijo.

 

O Terceiro Olho e o Mago que Sabe Demais

O chakra do terceiro olho é índigo, e o arquétipo do Mago era tipo um feiticeiro cool que vê o futuro. Ele me fez meditar – eu, que mal consigo ficar cinco minutos sem checar o celular. Mas funcionou, tive um vislumbre de algo maior, uma intuição que Jung chamaria de inconsciente coletivo. Não era uma visão de loteria premiada, mas uma certeza de que eu não sou só essa que vejo no espelho.

 

A Coroa, o Sábio e o Eu Superior (FINALMENTE)

Por ultimo, o chakra da coroa, violeta, com o Sábio me esperando no topo dessa escadaria metafórica. Eu senti ele antes de entender: UMA PAZ QUE NÃO EXPLICO, COMO SE EU FOSSE PARTE DE ALGO IMENSO (e pasmem, todos nos fazemos parte de algo maior). O Eu Superior não era um “Daniel” perfeito, sem defeitos ou crises de ansiedade. Era EU, mas com mais clareza, mais conexão. O Sábio sussurrou: “Você já era suficiente O TEMPO TODO.”

 

O Que Eu Aprendi (Ou Tento Lembrar)

Não virei um guru nem larguei tudo para viver num asharam. Ainda derrubo café na blusa ou esqueço panela no fogo ate queimar. Mas essa jornada pelos chakras e arquétipos me mostrou que o Eu Superior não é um troféu que você ganha – é um processo. A psicologia me ajudou a entender os buracos na minha alma, os arquétipos me deram personagens para preencher, e os chakras foram tipo um mapa colorido pra não me perder. Talvez eu não salve o mundo, nem descubra a cura do câncer ou crie uma receita de biscoito totalmente diferentona, mas pelo menos to salvando um pedacinho de mim mesmo. E isso já é alguma coisa, né?

 

 

 

 

 

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